sexta-feira, 9 de março de 2012

Not In Love


Not In Love
Não Apaixonado

I saw your picture hangin' on
Eu vi o seu retrato pendurado
The back of my door
Atrás da minha porta
Won't give you my heart
Não vou te dar meu coração
No one lives there anymore
Ninguém vive mais lá

And we were lovers
E nós éramos amantes
Now we can't be friends
Agora não podemos ser amigos
Fascination ends
O fascínio termina
Here we go again
Aqui vamos nós novamente
Cause it's cold outside, when
Porque está frio lá fora,
You coming home
Quando você está voltando para casa
Cause it's hot inside,
Porque é quente por dentro,
Isn't that enough
Não é o suficiente?

I'm not in love
Eu não estou apaixonado


Could it be that time has
Pode ser que o tempo tenha
Taken it's toll
Tomado o seu pedágio
Won't take you so far,
Não vai levá-lo muito longe,
I am in control
Eu estou no controle


And we were lovers
E nós éramos amantes

Now we can't be friends
Agora não podemos ser amigos
Fascination ends
O fascínio termina
Here we go again
Aqui vamos nós novamente

Cause it's cold outside, when
Porque está frio lá fora,
You coming home
Quando você está voltando para casa
Cause it's hot inside,
Porque é quente por dentro,

Isn't that enough
Não é o suficiente?


I'm not in love
Eu não estou apaixonado
I'm not in love
Eu não estou apaixonado
We are not in love
Nós não estamos apaixonados
We are not in love
Nós não estamos apaixonados


segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Os Homens que não amavam as Mulheres...



Atenção, este não é um filme convencional. É um filme de David Fincher. Então isto já diz muito. Possui os seguintes elementos: investigação, ações judiciais, serial killer, nazismo, citações bíblicas, rituais macabros, traumas familiares, hackers, fetichismo e snuff filmes. Enfim, um filme ultracontemporâneo, com direito a toda salada que o termo – que remete a uma fusão do novo com tudo o que o antecedeu – possa significar.
O roteiro possui algumas falhas. Na verdade, alguns saltos lógicos, a qual não irei detalhar pelo simples motivo de que há um certo prazer em identificar estes pontos aqui e ali em filmes tão bons quanto este. Mas darei a dica: a multiforme personalidade da protagonista, os motivos que justificam a investigação do avô, a personagem tão misteriosa quanto seu desaparecimento. Estão aí três situações. Procure por si mesmo identificar e avaliar a estrutura destas histórias.
Sim, o título brasileiro não ajuda muito. Na verdade atrapalha, porque denuncia um tipo de coisa que deveria ser sugerida no filme, de forma natural. Talvez fosse melhor ter deixado “A garota com a tatuagem de dragão”, ou coisa que o valha.
Mesmo assim é um filme altamente recomendável pela força que os protagonistas possuem. Seja pela sua história de vida ou pelo modo que tentam superar as dificuldades com que lidam, fazendo uso de uma intensa agilidade, tanto intuitiva quanto intelectual.
A propósito, a introdução do filme é belíssima, com uma versão de Immigrant Song, do Led Zeppelin. Há também uns toques industriais na trilha, que tem a participação do Trent Reznor. E isso fica perceptível quando, no filme, vemos um sujeito usando a camiseta do Nine Inch Nails.
Segundo consta no cartaz, o roteiro é baseado em um livro, em três partes, cujos filmes já foram realizados na versão original - sueca. Independente disto, vale conferir este primeiro, na linguagem ultra underground de David Fincher. Faz valer cada minuto.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

A Arte de Passear



Cada vez que os campos  e as florestas se tocam, sem que o campo fique totalmente rodeado de florestas, como acontece nas regiões arborizadas, o coração fica marcado de forma singular por essa dupla impressão. De um lado, a paisagem aberta enche o coração de ideias risonhas, enquanto do outro lado, como em último plano, a vista da floresta anuncia uma natureza mais austera e mais impenetrável. As duas impressões se mesclam, porém de tal forma que a tonalidade mais clara da paisagem aberta onde se passeia domina, nas impressões da alma, aquela, mais profunda, da floresta mais afastada. Numa região arborizada, a situação se inverte; é por isso que os que vivem nela têm, pela própria tonalidade da natureza que os rodeia, uma maior propensão à melancolia.

                        Schelle, Karl Gottlob. A Arte de Passear. São Paulo: Martins Fontes, 2001. Pág. 98.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Como a linguagem é possível?

A Barba de Platão:

sobre o que há e sobre o que não há



Read, S. Thinking about logic, pp. 121-131

  Como a linguagem é possível? Dado um estoque de vocabulário básico na linguagem, que é finito e passível de ser aprendido, como é possível fazer indefinidamente muitas novas enunciações, novas proposições exprimindo pensamentos que anteriormente não haviam sido proferidas? Pois isto é possível. Embora o vocabulário de uma linguagem seja muito extenso, como uma olhada no dicionário pode revelar, ele é pequeno se comparado com a imensidade de sentenças que formam os livros nas livrarias do mundo. Poucas destas sentenças são idênticas. Poucas das sentenças que lemos são daquelas que vimos anteriormente. Como é possível para um leitor entender estas sentenças? Como é possível para os autores  concebe-las e compô-las?

Árvore e Som

“Quando uma árvore cai na floresta sem que ninguém a observe, ela emite som?”.

Law, Stephen. In: Guia Ilustrado de Filosofia, pág.84-Metafísica.


Nós que aqui estamos

Nós Que Aqui Estamos, Por Vós Esperamos         (1999)
           
            O século XX em imagens. Vagando entre o onírico – que remete à influência de Freud – e o realismo destrutivo de um século marcado pela tecnologia e guerras – evocando Hobsbawm – o diretor Marcelo Masagão utiliza-se de um variado arquivo de imagens (cinema, fotos, trechos de documentários, artistas e personalidades) que, a seu modo, muito mais do que simplesmente contar, transporta-nos para os fatos importantes do nosso tempo na medida em que gera no espectador uma aproximação com os personagens anônimos – pessoas como nós – que participaram desta história. E isto contribui para realçar seu valor humanista  num período em que o significado da vida, de tão banalizado, passa a não ter valor algum.
Está aí, a meu ver, o mérito do filme que, apoiado em uma bela e eficaz trilha sonora – como que composta por encomenda – de Wim Mertens e André Abujamra, se em alguns momentos escorrega por causa de excessiva repetição, destaca-se pela sua criatividade, demonstrado na interessante apresentação dos temas : arte e guerra, sonho e realidade, vida e morte, tragédias, revoluções, golpes, ditaduras, nacionalismos e movimentos sociais; ingredientes que retratam o século XX a partir da 1a Guerra Mundial, e o desenvolvimento tecnológico alcançado no pós-guerra.
Considerado um filme ensaístico (ou filme memória), nos fornece um bom panorama – parafraseando Eric Hobsbawm, que ao lado de Freud, é um dos mentores espirituais da película – do que foi o “breve século XX” e de como o decorrer desta história se reflete nos dias atuais.
Destaque: o Capítulo 6, dos 12 aos 21 minutos (Temas: Muro de Berlim, Garimpo, Revolução Cultural Chinesa, Crash de 1929, etc).

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

The city and the heart


A cidade não está bem,

Meu coração não está bem...

o verdadeiro lugar onde moramos: dentro de nós mesmos.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

A Lógica

A Lógica



            Para aqueles dentre nós que se introduzem na Lógica, falemos previamente um pouco a respeito de sua característica própria, começando pelo gênero a que pertence, isto é, a Filosofia. Ora, Boécio, não chama de Filosofia qualquer ciência, mas apenas a que se detém nas coisas mais elevadas; de fato, não chamamos de filósofos a quaisquer pessoas dotadas de conhecimento, mas apenas aquelas cuja inteligência penetra as sutilezas.
Boécio distingue três espécies de Filosofia, a saber: a especulativa, que se ocupa da natureza das coisas a ser investigada; a moral, que se ocupa da dignidade da vida a ser considerada; a racional, denominada Lógica pelos gregos, que se ocupa da ordem dos argumentos a serem compostos. No entanto, alguns, ao separarem esta última da Filosofia, diziam que ela não é parte da Filosofia, mas antes instrumento segundo o testemunho de Boécio. Isso porque, de um certo modo, as demais partes dela se ocupam, na medida em que se servem de seus argumentos, para provar suas próprias questões.
Assim, se se coloca uma questão pertinente à investigação da natureza ou da moral, os argumentos são tirados da Lógica. Contra esses, o próprio Boécio diz que nada impede que a Lógica seja tanto instrumento como parte de algo, assim como a mão o é em relação ao corpo humano. Além disso, a própria Lógica se apresenta muitas vezes como instrumento de si própria, visto que demonstra também uma questão a si pertinente com argumentos seus como, por exemplo, a seguinte: o homem é uma espécie de animal. Contudo, nem por isso é menos Lógica, por ser instrumento da Lógica. Assim, também não é menos Filosofia por ser instrumento da Filosofia. O próprio Boécio a distingue das duas outras espécies de Filosofia pelo seu fim próprio que consiste em compor argumentações. Pois, embora o estudioso da natureza componha argumentos, não é o estudo da natureza que o institui para tal, mas apenas a Lógica.

(ABELARDO, Pedro. Lógica para Principiantes. 2ª.ed. São Paulo: Unesp, 2005, p.39-40, in Marilena Chauí, iniciação à Filosofia, São Paulo: Ática, 2011).

sábado, 12 de novembro de 2011

Marvin Gaye


What`S Going On  [TRECHOS]
Mother, mother
There's too many of you crying
Brother, brother, brother
There's far too many of you dying
You know we've got to find a way
To bring some lovin' here today - Ya

Father, father
We don't need to escalate
You see, war is not the answer
For only love can conquer hate
You know we've got to find a way
To bring some lovin' here today

Picket lines and picket signs
Don't punish me with brutality
Talk to me, so you can see
Oh, what's going on
What's going on
Ya, what's going on
Ah, what's going on

In the mean time
Right on, baby
Right on
Right on



O que está acontecendo
Mãe, mãe
Há muitas de vocês chorando
Irmão, irmão, irmão
Há muitos de vocês morrendo
Você sabe que nós temos de encontrar um meio
Para trazer um pouco de amor hoje

Pai, pai
Nós não precisamos agravar
Veja, guerra não é a resposta
Pois apenas o amor pode conquistar o ódio
Você sabe que nós temos de encontrar um meio
Para trazer um pouco de amor aqui hoje

Piquetes e cartazes
Não me puna com brutalidade
Fale comigo, então você poderá ver
Oh, o que está acontecendo
O que está acontecendo
Sim, o que está acontecendo
Ah, o que está acontecendo